Conselhos para saber antes de viajar/ Viajar com medicamentos Anti-Retrovirais na sua bagagem.

Ter HIV não deveria impor demasiadas restrições nas suas opções de viagem, mas você poderá precisar de planear e pesquisar antes de reservar a sua viagem.

I. Enviar a medicação pelo correio:

Alguns viajantes seropositivos enviam a medicação à frente deles, para um amigo no país ou para o hotel onde ficarão hospedados.

Lembrem-se, contudo que o correio internacional pode atrasar-se ou perder-se e em consequência disso, deve proceder ao envio dos medicamentos com bastante antecedência para que alguém que possa verificar se chegou.
Os funcionários aduaneiros poderão inspeccionar
itens enviados pelo correio. Assim, se fizer a sua medicação seguir antes de si, você deverá preencher e incluir uma declaração aduaneira, indicando a parcela que tem medicação prescrita, afirmando que estes medicamentos servem apenas para uso pessoal e não têm qualquer valor comercial. Inclua uma carta de
seu médico atestando que o medicamento é para uso pessoal (a carta não tem de relatar nada a sua condição de saúde).

II. Transporte de medicação:
Se decidiu levar a medicação consigo, faça-o
transportando-a na sua bagagem de mão, para evitar os casos em que as bagagens despachadas são perdidas ou atrasadas. De igual modo traga sempre consigo uma carta do seu médico informando que a sua medicação é objecto de prescrição para uso pessoal (de forma igual, a carta não tem de dizer que é para o HIV). Pode
pedir ao seu médico para lhe elaborar a carta sob a forma duma lista de medicamentos pelo respectivo nome com doses diárias (a menos que você estiver visitando um país com restrições à entrada de pessoas vivendo com HIV / SIDA).
Deve levar medicamentos suficientes para a sua
viagem e contar com alguns dias extras no caso de se atrasar por algum motivo, ou alterar os seus planos de viagem, sem trazer no entanto uma quantidade excessiva. Essa atitude poderia ser olhada pelos funcionários alfandegários e de imigração do país, como prova da intenção de ultrapassar a validade do seu visto de permanência no mesmo.
A maioria dos medicamentos deve ser mantida à
temperatura ambiente, no entanto deles alguns deles podem requerer refrigeração. Tenha isso em mente, se planeia viajar longas distâncias de carro ou de autocarro, durante as estações de maior calor. Pergunte ao seu médico ou farmacêutico qual a melhor atitude preventiva. Os aviões têm os seus compartimentos de carga pressurizados e aquecidos e a medicação em formulações
líquidas pode congelar ou esvaziar durante a viagem. Transporte esses medicamentos na bagagem de mão com uma letra adequada para satisfazer as restrições de segurança. Os viajantes experientes irão lhe dizer que nada pode ser dado como certo uma vez que saia de casa, mas há algo com que você ainda pode contar: A companhia aérea poderá um dia perder sua bagagem. Embale os seus medicamentos suficientes para uma emergência e que lhe durem até que você possa obter substitutos e sempre traga consigo sempre duas cópias de sua receita – uma com os medicamentos, outra na sua bagagem de mão ou pochete.

III. A medicação injectável (agulhas e seringas):
Se você injectar medicamentos como Fuzeon (R) (T-20) ou Insulina ou Interferon ou outros, contacte com o consulado/embaixada do país que planeie visitar e pergunte-lhes de avanço, sobre as suas leis sobre agulhas e seringas.
Em alguns casos, pode ser mais fácil enviar antes pelo correio e só transportar o que você precisa para se injectar na sua viagem. Verifique com a (s) sua (s) companhia (s) aérea (s) antes do tempo,
para saber a sua política em matéria de agulhas a bordo.
Por exemplo, a Qantas permite-lhe transportar tantas agulhas quanto você vai precisar durante o voo, além de um pequeno
excesso e como margem de erro. O resto do seu fornecimento deve ser transportado em sua bagagem registada no check-in. Como de costume, a carta do médico é necessária como prova de que você precisa dele devido a uma condição de saúde. As seringas devem ser seladas e as agulhas devem ter tampas sobre elas.

Lembre-se de dispor de agulhas usadas com cuidado. Se você tem uma seringa consigo, traga sempre um atestado médico também.

IV. Injectando Fuzeon (T-20) durante um vôo:
Converse com o seu médico antes de decidir sobre se é possível programar a suas injecções durante o voo. Talvez não tenha que se
injectar “onboard”. No entanto, se esta hipótese não for sempre possível, especialmente em voos mais longos, você deverá fazer planos para se injectar durante o vôo.
Você pode preparar sua solução Fuzeon antes de seu
vôo e manter o líquido numa bolsa refrigerante durante 24 horas. Se os seus medicamentos exigirem refrigeração durante a noite, não se preocupe, pois os hotéis na maioria dos países desenvolvidos têm uma longa experiência de manipulação de tais pedidos. Uma bolsa refrigerante reutilizável e um hotel com um freezer, deve ser tudo que você precisa. Em países em desenvolvimento
pergunte antes de ir e esteja ciente de que falhas de energia podem frustrar mesmo as melhores intenções dos hotéis.  Tente evitar injectar-se durante os momentos de turbulência. Estas são mais comuns logo após a descolagem e durante a descida final, quando o avião passa através das nuvens. Na altitude de cruzeiro do vôo
– este é normalmente o momento mais suave – você encontrará a altura mais fácil para administrar o medicamento.
Procure um local privado para administrar a sua medicação. A companhia aérea em que você voa pode recomendar que peça ajuda ao seu assistente de vôo, mas terá sempre o cubículo do WC. Injectando neste espaçoparecer-lhe-á mais fácil com a prática. Sente-se e se possível e utilize as suas pernas e coxas levemente para se apoiar em caso ou turbulência.
Antes de voar, prepare um pequeno kit com tudo que
você precisa de injectar. Traga algodão embebido em álcool e use-o para limpar as tampas de garrafas do seu Fuzeon e qualquer superfície que você vai tocar durante o processo de injecção da sua medicação. Lave bem as mãos com sabão e não toque em nada que não seja a sua medicação antes de injectá-lo.
V. Escondendo a medicação
Não há nenhum teste de HIV efectivo no aeroporto
ou na fronteira, diz Vishal Trivedi, Coordenador do Projeto de Imigração dos Serviços Jurídicos do Departamento de Gay Men’s Health Crisis (GMHC) em Nova York, mas os viajantes com HIV são relacionadas com a literatura ou medicamentos HIV que pode ser entregue a um oficial de imigração para investigação, diz ele. “Se há uma determinação feita pelo funcionário da imigração que o viajante é HIV positivo e que está viajando sem autorização apropriada e renuncia ser HIV positivo, ele ou ela pode ser legalmente impedido de entrar nos Estados Unidos.” Em outras palavras: proceder com cautela.  Mas…”Não há nenhuma exigência legal que você mantenha seus comprimidos no frasco original, marcado em que eles vieram”, diz Ronda Goldfein, Diretora Executiva da Filadélfia AIDS Law Project.

A maioria dos países ainda está na fase do alerta aeroporto / fronteira. Assim, quando sua bagagem é pesquisada, os funcionários aduaneiros estão realmente à procura de algo e sabem de quê. Se algumas pessoas não revelarem o seu estatuto de qualquer forma e disfarçarem suas pílulas, colocando-os em frascos de vitaminas, os funcionários aduaneiros vão-se se certificar de que os comprimidos ao olhar estão relacionados com a garrafa por
exemplo ou com teor do invólucro, sejam: os comprimidos laranja podem passar como Vitamina C e qualquer pílula branca pode ser colocada num frasco de antibiótico ou disfarçado de comprimido para as dores. Como com eles pode até vir uma carta do seu médico a dizer que os comprimidos são para fins de saúde e que o facto de que o portador tem uma doença pré-existente em mente apenas e no caso de ser perguntado, ajuda.

Manter a calma e agir casualmente, todos sabemos que os oficiais de imigração estão à procura de reacções nervosas!
VI. Coisas para saber antes de viajar:
Evite iniciar uma nova combinação de tratamento no mês anterior à sua viagem, já que o seu médico pode ter necessidade de
monitorar e ajustar o tratamento em caso de efeitos colaterais ou reacções alérgicas. (E você também não quer estes para arruinar a sua viagem!)

No passado, alguns viajantes seropositivos optaram
por fazer uma pausa no tratamento, enquanto viajam, mas um estudo recente mostra que quebras de tratamento são mais prejudiciais do que se pensava anteriormente. Esta é uma decisão importante a tomar, em consulta com seu
médico.
O seu médico, enfermeira ou encarregado pelo seu
tratamento pode sugerir algumas dicas e truques para o/a ajudar a manter a sua programação de dose quando estiver viajando através dos fusos horários e a lutar com o seu relógio biológico.
Nós sabemos pela pesquisa que os envios postais podem resultar em quebras inesperadas nos tratamentos, uma vez que nem sempre chegam nos prazos e condições esperados. O mesmo risco se aplica às embalagens dos seus remédios na bagagem verificada.
Discuta esta possibilidade com seu médico e leve uma semana de medicamentos numa caixa de comprimidos no caso de isso acontecer.
Se você realmente não pode levá-los consigo, contacte uma agência de HIV/SIDA local antes de sair e, através deles, marcar uma consulta com um médico local para obter uma receita de 2-3 semanas dos medicamentos que precisa. Irá decerto esperar pagar um monte de dinheiro, mas pode valer a pena para a sua paz de espírito e saúde.

 

FONTE: www.plwha.org

Tradução: POSITIVO PT

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