MOÇAMBIQUE: Resistência ao tratamento antiretroviral de primeira linha preocupa autoridades de saúde

Cerca de 1400 pessoas que estão em tratamento contra a Sida em Moçambique fazem uso de antiretrovirais de segunda-linha, ou seja, aqueles geralmente mais caros e protegidos por patentes. Apesar de representar apenas 0,6 por cento dos cerca de 235 mil moçambicanos em tratamento, o número é preocupante para as autoridades sanitárias do País.

Os factores que explicam a resistência do vírus aos medicamentos básicos são, principalmente, as falhas na adesão do tratamento; e a frequente relação sexual desprotegida entre pessoas com HIV, provocando a transmissão de subtipos diferentes do vírus.

“Muitas mulheres não têm a coragem de dizer aos seus parceiros que estão a tomar os antiretrovirais, com o medo de os perder”, disse recentemente uma mulher seropositiva, qua não quis ser identificada, durante uma entrevista ao programa Ressoar Solidário, que passa todos os domingos no canal Record Moçambique.

Por outro lado, há que considerar que desde que Moçambique introduziu o tratamento antiretroviral, em 2003, cerca de 44 mil pessoas doentes abandonaram o tratamento. “É este grupo de pessoas que corre sérios riscos de morte por agravamento do seu estado de saúde”, advertiu o porta-voz do Ministério da Saúde, Leonardo Chavane.

Fonte: Ricardo Jossias Machava,  Agência de Notícias de Resposta ao Sida , Moçambique, 29.06.11

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